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https://tede.unioeste.br/handle/tede/8250| Tipo do documento: | Tese |
| Title: | Sementes crioulas: resistência e desafios na experiência do movimento de mulheres camponesas em Santa Catarina |
| Other Titles: | Creole seeds: resistance and challenges in the experience of the peasant women's movement in Santa Catarina |
| Autor: | Collet, Zenaide ![]() |
| Primeiro orientador: | Santos, Roseli Alves dos |
| Primeiro membro da banca: | Santos, Roseli Alves dos |
| Segundo membro da banca: | Roos, Djoni |
| Terceiro membro da banca: | Paulino, Eliane Tomiasi |
| Quarto membro da banca: | Gaspareto, Sirlei Antoninha Kroth |
| Quinto membro da banca: | Bueno, Caroline Tapia |
| Resumo: | Esta tese investiga o papel das sementes crioulas no Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), delineando como objetivo identificar seu potencial para o MMC/SC e compreender de que modo vêm tensionando e alterando relações patriarcais de gênero, classe, raça e geração, na perspectiva da luta feminista camponesa agroecológica. A pesquisa fundamenta-se em abordagem qualitativa, construída a partir das práticas de educação popular desenvolvidas junto às mulheres camponesas, caracterizando-se como pesquisa militante. O referencial teórico ancora-se em autoras e autores que tratam do campesinato, da geografia de gênero e feminista, do feminismo camponês popular e das sementes crioulas. O território investigado é o MMC na região Oeste de Santa Catarina. Como procedimentos metodológicos, utilizaram-se registros em diário de campo, conversas com mulheres guardiãs de sementes e a realização de dez inventários em quintais produtivos — um em cada município participante —, complementados por documentação fotográfica. A relevância pessoal e social do estudo decorre de sua vinculação à minha inserção no Movimento, cuja missão é a libertação das mulheres de todas as formas de violência, bem como de sua contribuição para o fortalecimento da agricultura agroecológica e para a produção científica sobre a temática, ainda carente de investigações sistemáticas. Os resultados indicam que as ações do MMC, especialmente por meio do Programa de Sementes, impulsionaram as mulheres a socializar suas sementes, conferindo visibilidade às guardiãs e reconhecimento a seus saberes. Trata-se de um processo formativo e prático que desvela concepções limitantes e valoriza o conjunto de condições necessárias à produção de sementes. Constatou-se que as sementes crioulas atuam como portas de entrada para ações propositivas, reafirmando que sementes e terra são elementos estruturantes da produção de alimentos e da soberania alimentar. Os inventários evidenciam que as sementes nos quintais produtivos constituem práticas de resistência e, simultaneamente, formas de denúncia do modelo capitalista, patriarcal e racista de agricultura, cujas raízes históricas remontam ao colonialismo e que, na atualidade, se expressa no agronegócio e na mercantilização da natureza sob controle de grandes corporações. As experiências com sementes crioulas nos quintais produtivos das mulheres pesquisadas do MMC indicam possibilidades reais de ressignificação dos modos de vida e das relações com a terra, a alimentação, a economia, o ambiente, o trabalho e a própria existência. Esse conjunto de práticas fortalece a continuidade da agricultura camponesa familiar e contribui para a construção da identidade da mulher camponesa como sujeita autônoma, detentora de conhecimentos e promotora de relações de cuidado e equidade com as diversas formas de vida. |
| Abstract: | This thesis investigates the role of landrace seeds within the Movement of Peasant Women (MMC), aiming to identify their potential for MMC/SC and to understand how they have been challenging and transforming patriarchal relations of gender, class, race, and generation from the perspective of agroecological peasant feminist struggles. The research is grounded in a qualitative approach built upon popular education practices developed with peasant women, thus characterizing it as militant research. The theoretical framework draws on authors who examine peasantry, gender and feminist geography, popular peasant feminism, and landrace seeds. The study focuses on the MMC in the western region of Santa Catarina. Methodologically, the investigation employed field diary records, conversations with women seed guardians, and the development of ten inventories of productive homegardens—one in each participating municipality—complemented by photographic documentation. The personal and social relevance of the study stems from its connection to my involvement in the Movement, whose mission is the liberation of women from all forms of violence, as well as from its contribution to strengthening agroecological agriculture and advancing scientific production on a topic still lacking systematic investigation. The results indicate that the actions of the MMC, particularly through its Seed Program, encouraged women to share their seeds, granting visibility to the guardians and recognition to their knowledge. This represents a formative and practical process that unveils limiting conceptions and enhances the set of conditions necessary for seed production. The study found that landrace seeds act as entry points for propositional actions, reaffirming that seeds and land are structural elements of food production and food sovereignty. The inventories reveal that seeds in productive homegardens constitute practices of resistance and, at the same time, forms of denunciation of the capitalist, patriarchal, and racist agricultural model, whose historical roots lie in colonialism and which, today, is expressed in agribusiness and in the commodification of nature under the control of large corporations. The experiences with landrace seeds in the homegardens of the women participating in the MMC indicate real possibilities for re-signifying ways of life and relationships with land, food, economy, environment, work, and existence itself. This set of practices strengthens the continuity of peasant family agriculture and contributes to building the identity of peasant women as autonomous subjects, bearers of knowledge, and promoters of relations of care and equity with the diverse forms of life. |
| Keywords: | Feminismo campones popular Identidade Quintais produtivos Popular peasant feminism Identity Productive backyards |
| CNPq areas: | CIÊNCIAS HUMANAS:GEOGRAFIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Estadual do Oeste do Paraná |
| Sigla da instituição: | UNIOESTE |
| Departamento: | Centro de Ciências Humanas |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Geografia |
| Campun: | Francisco Beltrão |
| Citation: | COLLET, Zenaide. Sementes crioulas: resistência e desafios na experiência do movimento de mulheres camponesas em Santa Catarina. 2025. 291f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Francisco Beltrão, 2025. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Endereço da licença: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| URI: | https://tede.unioeste.br/handle/tede/8250 |
| Issue Date: | 10-Nov-2025 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Geografia (FBE) |
Files in This Item:
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|---|---|---|---|---|
| Zenaide Collet 25.pdf | 9.49 MB | Adobe PDF | View/Open Preview |
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