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https://tede.unioeste.br/handle/tede/8615| Tipo do documento: | Dissertação |
| Title: | Representações sociais de mulheres migrantes internacionais sobre violência obstétrica em municípios da faixa de fronteira do Paraná |
| Other Titles: | Social representations of internacional migrant women on obstetric violence in municipalities on the border strip os Paraná Representaciones sociales de mujeres migrantes internacionales sobre la violencia obstétrica en municipios de la franja fronteriza de Paraná |
| Autor: | Waslawick, Rebeca Kirienco ![]() |
| Primeiro orientador: | Silva, Rosane Meire Munhak da |
| Primeiro membro da banca: | Silva, Rosane Meire Munhak da |
| Segundo membro da banca: | Baggio, Maria Aparecida |
| Terceiro membro da banca: | Backes, Marli Terezinha Stein |
| Resumo: | A violência obstétrica configura-se como uma violação dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, manifestando-se por meio de práticas como procedimentos realizados sem consentimento e atitudes desrespeitosas durante o cuidado. A baixa problematização dessas práticas entre profissionais de saúde contribui para sua perpetuação, enquanto muitas mulheres não reconhecem as situações vivenciadas como violência. No ciclo gravídico-puerperal, mulheres migrantes internacionais frequentemente relatam medo de receber tratamento diferenciado, intensificado por barreiras comunicacionais, culturais e institucionais, ampliando sua vulnerabilidade. Este estudo teve como objetivo compreender as representações sociais de mulheres migrantes internacionais acerca da violência obstétrica em municípios da faixa de fronteira do Paraná. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Teoria das Representações Sociais. O estudo foi desenvolvido em Foz do Iguaçu e Cascavel, entre março e outubro de 2025, com a participação de 12 mulheres migrantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde. A seleção ocorreu por conveniência, incluindo mulheres maiores de 18 anos com experiência recente de parto. A coleta de dados foi realizada por entrevistas individuais semiestruturadas, conduzidas em ambiente privativo, presencialmente ou por chamada de voz, conforme preferência das participantes. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e validadas pelas participantes. A análise dos dados ocorreu por meio da análise temática, orientada pela Teoria das Representações Sociais. Os resultados evidenciaram a naturalização de práticas potencialmente violentas, associadas ao desconhecimento dos direitos, à confiança na autoridade profissional e à ambivalência entre sofrimento e gratidão. A comunicação em saúde mostrou-se central, sendo ora acolhedora, ora geradora de insegurança. O consentimento foi percebido como formalidade, comprometendo a autonomia. A condição migratória intensificou vulnerabilidades e relações assimétricas de poder. Conclui-se que há distanciamento entre o vivido e o reconhecido como violência, evidenciando a necessidade de práticas assistenciais mais sensíveis, com ênfase na comunicação qualificada, autonomia e direitos reprodutivos. |
| Abstract: | Obstetric violence is a violation of women's sexual and reproductive rights, manifesting itself through practices such as procedures performed without consent and disrespectful attitudes during care. The low problematization of these practices among health professionals contributes to their perpetuation, while many women do not recognize the situations experienced as violence. In the pregnancy-puerperal cycle, international migrant women often report fear of receiving differentiated treatment, intensified by communicational, cultural and institutional barriers, increasing their vulnerability. This study aimed to understand the social representations of international migrant women about obstetric violence in municipalities on the border of Paraná. This is qualitative research, based on the Theory of Social Representations. The study was developed in Foz do Iguaçu and Cascavel, between March and October 2025, with the participation of 12 migrant women assisted by the Unified Health System. The selection took place by convenience, including women over 18 years of age with recent experience of childbirth. Data collection was carried out through individual semi-structured interviews, conducted in a private environment, in person or by voice call, according to the participants' preference. The interviews were recorded, transcribed in full and validated by the participants. Data analysis was carried out through thematic analysis, guided by the Theory of Social Representations. The results showed the naturalization of potentially violent practices, associated with ignorance of rights, trust in professional authority and ambivalence between suffering and gratitude. Health communication proved to be central, sometimes welcoming, sometimes generating insecurity. Consent was perceived as a formality, compromising autonomy. The migratory condition intensified vulnerabilities and asymmetric power relations. It is concluded that there is a distance between what is experienced and what is recognized as violence, evidencing the need for more sensitive care practices, with an emphasis on qualified communication, autonomy and reproductive rights. La violencia obstétrica es una violación de los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres, que se manifiesta a través de prácticas como procedimientos realizados sin consentimiento y actitudes irrespetuosas durante el cuidado. La baja problematización de estas prácticas entre los profesionales sanitarios contribuye a su perpetuación, mientras que muchas mujeres no reconocen las situaciones que se viven como violencia. En el ciclo embarazo-puerperal, las mujeres migrantes internacionales suelen expresar miedo a recibir un tratamiento diferenciado, intensificado por barreras comunicativas, culturales e institucionales, lo que aumenta su vulnerabilidad. Este estudio tuvo como objetivo comprender las representaciones sociales de las mujeres migrantes internacionales sobre la violencia obstétrica en municipios de la frontera con Paraná. Esta es una investigación cualitativa, basada en la Teoría de las Representaciones Sociales. El estudio se desarrolló en Foz do Iguaçu y Cascavel, entre marzo y octubre de 2025, con la participación de 12 mujeres migrantes asistidas por el Sistema Unificado de Salud. La selección se realizó por conveniencia, incluyendo mujeres mayores de 18 años con experiencia reciente en el parto. La recogida de datos se realizó mediante entrevistas individuales semiestructuradas, en un entorno privado, presencial o por llamada de voz, según la preferencia de los participantes. Las entrevistas fueron grabadas, transcritas íntegramente y validadas por los participantes. El análisis de datos se llevó a cabo mediante análisis temático, guiado por la Teoría de las Representaciones Sociales. Los resultados mostraron la naturalización de prácticas potencialmente violentas, asociadas a la ignorancia de derechos, la confianza en la autoridad profesional y la ambivalencia entre el sufrimiento y la gratitud. La comunicación sanitaria resultó ser central, a veces acogedora, otras generando inseguridad. El consentimiento se percibía como una formalidad, comprometiendo la autonomía. La condición migratoria intensificó vulnerabilidades y relaciones de poder asimétricas. Se concluye que existe una distancia entre lo que se experimenta y lo que se reconoce como violencia, lo que evidencia la necesidad de prácticas de atención más sensibles, con énfasis en la comunicación cualificada, la autonomía y los derechos reproductivos. |
| Keywords: | Emigração e Imigração Representação social Saúde da mulher Saúde na fronteira Violência obstétrica Emigration and immigration Social representation Women's health Health on the border Obstetric violence Emigración e inmigración Representación social Salud de la mujer Salud en la frontera Violencia obstétrica |
| CNPq areas: | CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Estadual do Oeste do Paraná |
| Sigla da instituição: | UNIOESTE |
| Departamento: | Centro de Ciências da Saúde |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública em Região de Fronteira |
| Campun: | Foz do Iguaçu |
| Citation: | Waslawick, Rebeca Kirienco. Representações sociais de mulheres migrantes internacionais sobre violência obstétrica em municípios da faixa de fronteira do Paraná. 2026. 88 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública em Região de Fronteira) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Endereço da licença: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| URI: | https://tede.unioeste.br/handle/tede/8615 |
| Issue Date: | 6-Mar-2026 |
| Appears in Collections: | Mestrado em Saúde Pública em Região de Fronteira (FOZ) |
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| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
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