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Tipo do documento: Dissertação
Title: Probiotics for the treatment of food hypersensitivity in children and adolescents: a systematic review of randomized controlled trials
Other Titles: Probióticos para o tratamento da hipersensibilidade alimentar em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados
Autor: Silvestro , Mariana Feldberg  ORCID
Primeiro orientador: Casaril, Kérley Braga Pereira Bento  ORCID
Primeiro coorientador: Bernardi, Daniela Miotto  ORCID
Primeiro membro da banca: Casaril, Kérley Braga Pereira Bento  ORCID
Segundo membro da banca: Wendt, Guilherme Welter  ORCID
Terceiro membro da banca: Aguiar, Maryelle Cristina Souza  ORCID
Resumo: Food hypersensitivity (FHS) is a significant public health issue, encompassing both immune-mediated conditions—such as food allergies—and non-immunological manifestations often linked to alterations in the gut microbiota and immune response. In children and adolescents, particularly during early life, FHS can compromise nutritional status, quality of life, and immune development. In this context, probiotics are being investigated as an adjuvant strategy for managing these conditions due to their potential to modulate gut microbiota, strengthen the epithelial barrier, and regulate immune responses. However, findings in the literature remain heterogeneous regarding the strains used, the duration of interventions, and the outcomes assessed. Therefore, this systematic review aimed to evaluate the efficacy and safety of probiotics in treating food hypersensitivity in children and adolescents, based on randomized clinical trials. The review was conducted in accordance with PRISMA 2020 guidelines and registered on the PROSPERO platform (CRD420251130783). Searches were performed across MEDLINE/PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, LILACS, CINAHL, and the Cochrane Library, as well as in grey literature. Risk of bias was assessed using the RoB 2 tool, and the certainty of evidence was evaluated using the GRADE system. A total of 3,063 studies were identified, of which 12 independent studies met the eligibility criteria. Most studies involved infants with cow's milk protein allergy, predominantly using *Lactobacillus rhamnosus* GG (LGG) strains, alongside multi-strain formulations and *Bifidobacterium lactis*. Results demonstrated improvements in gastrointestinal symptoms, reduced severity of dermatological manifestations, modulation of immunological markers, and a possible acceleration in the acquisition of food tolerance— particularly in studies combining LGG with extensively hydrolyzed formula. Some studies also indicated a potential preventive effect against manifestations of the atopic march. Overall, probiotics demonstrated a favorable safety profile, with no reports of serious adverse events. However, significant methodological heterogeneity was observed across studies, alongside limitations regarding sample size, protocol variability, and short follow up periods in some trials. Risk-of-bias assessment revealed a predominance of studies with "some concerns," and the certainty of evidence ranged from moderate to very low across the analyzed outcomes. Although results indicate potential clinical and immunological benefits of probiotics in pediatric food hypersensitivity—particularly with the use of LGG—current evidence remains insufficient to support universal recommendations. Therefore, further randomized clinical trials featuring greater methodological rigor, standardized interventions, and long-term follow-up are needed to establish the role of probiotics in the management of food hypersensitivity in children and adolescents.
Abstract: A hipersensibilidade alimentar (HSA) constitui um importante problema de saúde pública, abrangendo condições imunomediadas, como as alergias alimentares, e manifestações não imunomediadas, frequentemente associadas a alterações da microbiota intestinal e da resposta imunológica. Em crianças – especialmente nos primeiros anos de vida – e adolescentes, a HSA pode comprometer o estado nutricional, a qualidade de vida e o desenvolvimento imunológico. Nesse contexto, os probióticos vêm sendo investigados como estratégia adjuvante no manejo dessas condições, devido ao seu potencial de modular a microbiota intestinal, fortalecer a barreira epitelial e regular a resposta imune. Entretanto, os resultados disponíveis na literatura permanecem heterogêneos quanto às cepas utilizadas, duração das intervenções e desfechos avaliados. Assim, a presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar a eficácia e a segurança dos probióticos no tratamento da hipersensibilidade alimentar em crianças e adolescentes, com base em ensaios clínicos randomizados. A revisão foi conduzida conforme as diretrizes PRISMA 2020 e registrada na plataforma PROSPERO (CRD420251130783). As buscas foram realizadas nas bases MEDLINE (via PubMed), Embase, Scopus, Web of Science, LILACS, CINAHL e Cochrane Library, além da literatura cinzenta. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta RoB 2, e a certeza da evidência pelo sistema GRADE. Foram identificados 3.063 estudos, dos quais 12 estudos independentes atenderam aos critérios de elegibilidade. A maioria dos estudos envolveu lactentes com alergia à proteína do leite de vaca, utilizando predominantemente cepas de Lactobacillus rhamnosus GG (LGG), além de formulações multicepas e Bifidobacterium lactis. Os resultados demonstraram melhora nos sintomas gastrointestinais, redução da gravidade das manifestações dermatológicas, modulação de marcadores imunológicos e possível aceleração da aquisição de tolerância alimentar, especialmente em estudos com LGG associado à fórmula extensamente hidrolisada. Alguns estudos também evidenciaram potencial efeito preventivo sobre manifestações da marcha atópica. De modo geral, os probióticos apresentaram perfil de segurança favorável, sem relato de eventos adversos graves. Contudo, observou-se importante heterogeneidade metodológica entre os estudos, além de limitações relacionadas ao tamanho amostral, variabilidade dos protocolos e curto período de seguimento em parte dos ensaios. A avaliação do risco de viés revelou predominância de estudos com “algumas preocupações”, e a certeza da evidência variou de moderada a muito baixa entre os desfechos analisados. Embora os resultados indiquem potencial benefício clínico e imunológico dos probióticos na HSA pediátrica, especialmente com o uso de LGG, as evidências ainda são insuficientes para recomendações universais. Dessa forma, novos ensaios clínicos randomizados, com maior rigor metodológico, padronização das intervenções e acompanhamento em longo prazo, são necessários para consolidar o papel dos probióticos no manejo da hipersensibilidade alimentar em crianças e adolescentes.
Keywords: Gastrointestinal microbiome
Cow's milk protein allergy
Immunomodulation
Lactobacillus rhamnosus GG
Immune tolerance
Microbiota intestinal
Alergia à proteína do leite de vaca
Imunomodulação
Lactobacillus rhamnosus GG
Tolerância imunológica
CNPq areas: CIÊNCIAS DA SAÚDE
Idioma: por
País: Brasil
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Sigla da instituição: UNIOESTE
Departamento: Centro de Ciências da Saúde
Program: Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde
Campun: Francisco Beltrão
Citation: SILVESTRO , Mariana Feldberg. Probiotics for the treatment of food hypersensitivity in children and adolescents: a systematic review of randomized controlled trials. 2026. 79p. Dissertação (Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Francisco Beltrão, 2026.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: https://tede.unioeste.br/handle/tede/8710
Issue Date: 3-Jul-2026
Appears in Collections:Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde (FBE)

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