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Tipo do documento: Dissertação
Title: Parasitos intestinais em crianças de centros municipais de educação infantil de áreas socioeconomicamente desenvolvidas em fronteira brasileira
Other Titles: Intestinal parasites in children from municipal centers for children's education of socioeconomically developed areas in brazilian border
Autor: Ferreira, Arthur Luiz de Campos 
Primeiro orientador: Moreira, Neide Martins
Primeiro membro da banca: Rivera, Antulio Hoyos
Segundo membro da banca: Nihei, Oscar Kenji
Terceiro membro da banca: Moreira, Neide Martins
Resumo: Foz do Iguaçu, localizada em região de Tríplice Fronteira, possui características resultantes de uma série de transformações que ocorreram principalmente nas décadas de 70 a 90. Transformações essas que afetaram diferentes aspectos da realidade local, como a geração de empregos e o crescimento populacional desenfreado. Devido a isso, muitas mulheres foram inseridas no mercado de trabalho, deixando suas crianças nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Muitas crianças passam boa parte do seu tempo nessas instituições, que têm papel relevante no desenvolvimento intelectual, físico, social e psicológico das crianças. Porém, infelizmente, essas crianças que frequentam os CMEIs estão mais suscetíveis às infecções, devido ao grande contato interpessoal propiciado por esses ambientes coletivos. As parasitoses intestinais são consideradas um grave problema de saúde pública no Brasil, prevalecendo em áreas com condições higiênico-sanitárias precárias e aglomerados humanos. Os parasitos intestinais possuem uma estreita relação com fatores sociodemográficos e ambientais. São capazes de ocasionar diarreia, anemia e desnutrição, comprometendo o desenvolvimento físico e intelectual, principalmente em crianças. Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi verificar a frequência de parasitoses intestinais nas crianças de dois Centros Municipais de Educação Infantil do Município de Foz do Iguaçu/PR em áreas socioeconomicamente desenvolvidas, e avaliar os aspectos sócioeconômicos, sanitários e higiênicos das crianças estudadas e de seus responsáveis. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem quantitativa. A população do estudo foi constituída de todas as crianças com idade pré-escolar de 3 a 5 anos, matriculadas nos CMEIs A e B, e de seus pais e/ou responsáveis onde se trabalhou com amostragem de conveniência. Foi realizada a coleta de exame parasitológico de fezes e posteriormente processadas no Laboratório Ambiental da Usina Hidrelétrica de Itaipu, utilizando os métodos de sedimentação espontânea de Hoffmann e pelo método de Centrifugação e Flutuação no Sulfato de Zinco (Faust). Além disso, um questionário com 19 perguntas fechadas referentes às condições sócioeconômicas e higiênico-sanitárias foi aplicado aos pais e/ou responsáveis das crianças. Os dados foram analisados pelo programa BioEstat 5.3® e, considerado o nível de significância em 5%. Foram analisadas 96 amostras fecais no período de setembro a novembro de 2016. A prevalência de parasitos intestinais foi de 17,7%, sendo os mais frequentes Endolimax nana (12,5%) e Giardia duodenalis (6,2%), somado a estes um caso de biparasitismo (1,1%), e sem presença de helmintos. Os grupos de crianças mais acometidas foram o sexo masculino (64,7%) e na faixa etária de 5 anos (41,2%). O perfil sócioeconômico revelou que o grau de escolaridade dos pais das crianças parasitadas foi que 35,3% possuiam ensino médio completo (p>0,05), e 35,3% das mães ensino médio incompleto (p>0,05); 35,3% com renda familiar de 2 a 3 salários mínimos (p>0,05); sobre a estrutura residencial, 100,0% (p<0,05) das famílias recebiam água encanada, 58,8% (p<0,05) tratada com cloro, e 76,4% (p<0,05) eliminavam seus dejetos por meio da rede de esgoto; dos hábitos de higiene das crianças, 94,1% (p<,0,05) lavavam as mãos antes de comer e após o uso do vaso sanitário, e 11,7% lavavam as mãos somente com água; quanto a atenção à saúde dessas crianças, 70,6% (p>0,05) já haviam realizado exame parasitológico de fezes, somente 11,7% (p<0,05) das crianças parasitadas tinham dor abdominal, náuseas ou vômito com frequência, 5,8% (p<0,05) tinham perda de peso, 70,6% (p<0,05) tinham as fezes formadas e em 88,2% (p<0,05) já haviam feito uso de antiparasitário. Estas variáveis podem ter influenciado para a baixa frequência de parasitismo. No entanto, o número evidenciado para a baixa frequência de parasitoses foi relacionada às características dos hábitos de higiene pessoal e alimentar dos responsáveis, onde 70,6% (p<0,05) lavavam as mãos após a troca de fralda e lavavam somente com água os alimentos consumidos crus, e 17,6% (p<0,05) assinalaram ter horta em casa. O estudo evidenciou uma baixa prevalência de parasitos intestinais nas crianças devido as condições favoráveis de saneamento encontrada nas moradias. Mesmo que a presença de um parasito não patogênico como o Endolimax nana seja prevalente, sua notificação é importante, já que possui o mesmo mecanismo de transmissão de parasitos patogênicos. Tendo em vista o uso de antiparasitários sem prescrição médica, a orientação da população principalmente em relação ao risco da automedicação e educação sanitária, se faz necessária.
Abstract: Foz do Iguassu, located on the triple frontier, has characteristics that results from series of transformations which occurred mainly in the 70's and 90's. These transformations affected distinct aspects of the local reality, such as job creation and unbridled population growth. Due to this, many women were inserted in the labour market, leaving their children in the Municipal Centers for Children's Education (CMEIs). Many children spend a large time of their time in these institutions, which plays an important role in developing children’s intellectual, physical, social and psychological. Unfortunately, however, these children attending CMEIs are more susceptible to infections, due to direct interpersonal contact provided by these collective environments. The intestinal parasitoses are considered a serious public health problem in Brazil, occurring predominantly in areas with hygienic-sanitary precarious conditions and human clusters. Intestinal parasites have close relationship with socio-demographic and environmental factors. Capable of causing diarrhea, anemia and malnutrition, compromising physical and intellectual development, especially in children. Thus, this study objective is to verify the frequency of intestinal parasitosis in children of two Municipal Centers for Children's Education from Foz do Iguassu, State of Parana, in areas socioeconomically developed, and evaluate socioeconomic aspects, sanitary aspects and hygienist aspects of the children studied and their guardians. The present study is a field research which addresses a quantitative approach. The population of this study was consisted of all pre-school children, aged 3 to 5 years, enrolled in CMEIs A and B, and their parents and/or guardians where it was worked with convenience sampling. A parasitological examination of feces was collected and later processed in the Environmental Laboratory located in Itaipu Hydroelectric Power Plant, using Hoffmann Spontaneous Sedimentation Method and techniques of centrifugation-flotation by saturated solution of zinc sulfate (Faust). Furthermore, a questionnaire with 19 closed questions regarding socioeconomic and hygienic-sanitary conditions was applied to children’s parents and/or guardians. The data were analyzed by the BioEstat 5.3® program and, considering the level of significance in 5%. A total of 96 fecal samples were analyzed between September and November 2016. The prevalence of intestinal parasites was 17.7%, the most frequent being Endolimax nana (12.5%) and Giardia duodenalis (6.2%), in addition to a case of biparasitism (1.1%), and without a presence of helminths. The most affected groups of children were male (64.7%) and aged 5 years (41.2%). The socioeconomic profile showed that the schooling level of the parents who the children were parasitized was that 35.3% had completed high school (p> 0.05), and 35.3% had incomplete high school education (p> 0.05); 35.3% with family income of 2 to 3 minimum salary (p> 0.05); 100.0% (p <0.05) of the families received tap water, 58.8% (p <0.05) treated with chlorine, and 76.4% (p <0.05) their human waste through the sewage system; about children's hygiene habits, 94.1% (p <0.05) washed their hands before eating and after using the toilet, and 11.7% washed their hands only with water; regarding health care of these children, 70.6% (p> 0.05) had already had parasitological feces examination, only 11.7% (p <0.05) of the parasitized children had abdominal pain, nausea or frequent vomit, 5.8% (p <0.05) had weight loss, 70.6% (p <0.05) had formed feces and in 88.2% (p <0.05) of the cases already had used anti-parasitic. These variants may have influenced the low frequency of parasitism. However, the highlighted number for the low frequency of parasitoses related to the characteristics of personal hygiene and food habits, where that 70.6% (p <0.05) washed their hands after changing diapers and washed with only water the raw consumed food, and 17.6% (p <0.05) reported having a home garden. The study showed a low prevalence of intestinal parasites in children due to the favorable conditions of sanitation found in the houses. Even though the presence of a non-pathogenic parasite such as Endolimax nana is prevalent, its notification is important, because it has the same transmission mechanism of pathogenic parasites. Considering that the use of anti-parasites without medical prescription, the population orientation, mainly in relation to the risk of self-medication and sanitary education, is necessary.
Foz do Iguaçu, ubicada en región de Tríplice Frontera, posee características resultantes de una serie de transformaciones que ocurrieron principalmente en las décadas del 70 al 90. Transformaciones que afectaron diferentes aspectos de la realidad local, como la generación de empleos y el crecimiento poblacional desenfrenado. Debido a esto, muchas mujeres fueron insertadas en el mercado de trabajo, dejando a sus niños en los Centros Municipales de Educación Infantil (CMEIs). Muchos niños pasan buena parte de su tiempo en esas instituciones, que tienen un papel relevante en el desarrollo intelectual, físico, social y psicológico de los niños. Pero, desafortunadamente, estos niños que van a los CMEIs son más susceptibles a las infecciones, debido al gran contacto interpersonal propiciado por esos ambientes colectivos. Las parasitosis intestinales son consideradas un grave problema de salud pública en Brasil, prevaleciendo en áreas con condiciones higiénico-sanitarias precarias y aglomerados humanos. Los parásitos intestinales poseen una estrecha relación con factores sociodemográficos y ambientales. Son capaces de ocasionar diarrea, anemia y desnutrición, comprometiendo el desarrollo físico e intelectual, principalmente en niños. Por lo tanto, el objetivo de este trabajo fue verificar la frecuencia de parasitosis intestinales en los niños de dos Centros Municipales de Educación Infantil del Municipio de Foz do Iguaçu / PR en áreas socioeconomicamente desarrolladas, y evaluar los aspectos socioeconómicos, sanitarios e higiénicos de los niños estudiados y de sus responsables. Se trata de una investigación de campo, de enfoque cuantitativo. La población del estudio fue constituida de todos los niños con edad preescolar de 3 a 5 años, matriculados en los CMEIs A y B, y de sus padres y / o responsables, donde se trabajó con muestreo de conveniencia. Se realizó la colecta de examen parasitológico de heces y posteriormente procesadas en el Laboratorio Ambiental de la Usina Hidroeléctrica de Itaipu, utilizando los métodos de sedimentación espontánea de Hoffmann y por el método de Centrifugación y Fluctuación en el Sulfato de Zinc (Faust). Además, un cuestionario con 19 preguntas cerradas referentes a las condiciones socioeconómicas e higiénico-sanitarias fue aplicado a los padres y / o responsables de los niños. Los datos fueron analizados por el programa BioEstat 5.3®. y se consideró el nivel de significancia en 5%. Se analizaron 96 muestras fecales en el período de septiembre a noviembre de 2016. La prevalencia de parásitos intestinales fue de 17,7%, siendo los más frecuentes Endolimax nana (12.5%) y Giardia duodenalis (6.2%), sumados a éstos un caso de biparasitismo (1.1%), y sin presencia de helmintos. Los grupos de niños más acometidos fueron del sexo masculino (64.7%) y en el grupo de edad de 5 años (41.2%). El perfil socioeconómico reveló que el grado de escolaridad de los padres de los niños parasitados fue que 35.3% poseía una educación secundaria completa (p> 0,05), y 35.3% de las madres secundaria incompleta (p> 0.05); 35.3% con renta familiar de 2 a 3 salarios mínimos (p> 0.05); en la estructura residencial, el 100.0% (p <0,05) de las familias recibían agua potable, 58.8% (p <0.05) tratada con cloro, y el 76.4% (p <0.05) eliminaban sus desechos por medio de la red de alcantarilla; de los hábitos de higiene de los niños, 94.1% (p <0.05) lavaban las manos antes de comer y después del uso del inodoro, y el 11.7% lavaban las manos solamente con agua; Cuanto a la atención a la salud de estos niños, 70.6% (p> 0.05) ya habían realizado un examen parasitológico de heces, sólo 11.7% (p <0.05) de los niños parasitados tenían dolor abdominal, náuseas o vómito con frecuencia. En la mayoría de los casos, 5.8% (p <0.05) tenían pérdida de peso, 70.6% (p <0.05) tenían las heces formadas y en 88.2% (p <0.05) ya habían hecho uso de antiparasitario. Estas variables pueden haber influenciado para la baja frecuencia de parasitismo. Sin embargo, el número evidenciado para la baja frecuencia de parasitosis se relacionó con las características de los hábitos de higiene personal y alimentar de los responsables, donde 70.6% (p <0.05) se lavaban las manos después del cambio de pañales y lavaban solamente con agua los alimentos consumidos crudos, y 17.6% (p<0.05) señalaron tener huerta en casa. El estudio evidenció una baja prevalencia de parásitos intestinales en los niños debido a las condiciones favorables de saneamiento encontrada en las viviendas. Aunque la presencia de un parásito no patogénico como el Endolimax nana sea prevalente, su notificación es importante, ya que posee el mismo mecanismo de transmisión de parásitos patógenos. En vista del uso de antiparasitarios sin prescripción médica, la orientación a la población, principalmente en relación al riesgo de la automedicación y educación sanitaria, se hace necesaria.
Keywords: Parasitos
Crianças
Fronteira
Pais
Parasites
Childrem
Border
Parents
Parásitos
Niños
Frontera
Padres
CNPq areas: CIENCIAS BIOLOGICAS::PARASITOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Sigla da instituição: UNIOESTE
Departamento: Centro de Educação Letras e Saúde
Program: Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública em Região de Fronteira
Campun: Foz do Iguaçu
Citation: FERREIRA, Arthur Luiz de Campos. Parasitos intestinais em crianças de centros municipais de educação infantil de áreas socioeconomicamente desenvolvidas em fronteira brasileira. 2018. 94 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública em Região de Fronteira) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede.unioeste.br/handle/tede/3835
Issue Date: 27-Feb-2018
Appears in Collections:Mestrado em Saúde Pública em Região de Fronteira (FOZ)

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