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https://tede.unioeste.br/handle/tede/8726| Tipo do documento: | Tese |
| Title: | Perda de força muscular do assoalho pélvico em portadoras de câncer de mama e mecanismos moleculares associados |
| Other Titles: | Loss of pelvic floor muscle strength in women with breast cancer and associated molecular mechanisms |
| Autor: | Silva, Cristiane Dallastra Candido da |
| Primeiro orientador: | Ribeiro, Lucinéia de Fátima Chasko |
| Primeiro coorientador: | Panis, Carolina |
| Segundo coorientador: | Frare, Juliana Cristina |
| Primeiro membro da banca: | Ribeiro, Lucinéia de Fátima Chasko |
| Segundo membro da banca: | Panis, Carolina |
| Terceiro membro da banca: | Frare, Juliana Cristina |
| Quarto membro da banca: | Costa, Rose Meire |
| Quinto membro da banca: | Fagundes, Tatiane Renata |
| Sexto membro da banca: | Teixeira, Kádima Nayara |
| Resumo: | O câncer de mama é a neoplasia que mais acomete mulheres no mundo, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e dentre os fatores de risco estão os hereditários, genéticos e ambientais sendo que a exposição a agrotóxicos vem sendo correlacionado a uma probabilidade de desenvolvimento da doença. Por ser de caráter inflamatório e sistêmico as sobreviventes podem desenvolver novas doenças ou disfunções. Evidências demonstram que mediadores pró-inflamatórios como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e metabólitos do estresse oxidativo participam dos mecanismos moleculares que levam a perda de força muscular em pacientes portadoras de câncer de mama. Embora não haja uma correlação direta estabelecida entre níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias e fraqueza específica dos músculos do AP, é plausível que mecanismos semelhantes afetem esta musculatura dada sua composição e função. Assim, o objetivo deste estudo foi caracterizar a força muscular do AP em pacientes portadoras de câncer de mama e investigar o perfil clínico e marcadores moleculares associados. A amostra foi composta por um total de 122 participantes portadoras de carcinoma ductal infiltrante (CDI) atendidas na 8ª Regional de Saúde do Paraná – Brasil. Após a coleta de dados sociodemográficos, dados clínicos e ginecológicos e a exposição ocupacional a agrotóxicos, foi mensurada a força muscular do AP por meio dos testes de perineometria, com valores de referência entre 0 e 46,4 mmHg e o toque bidigital pela avaliação da funcionalidade do assoalho pélvico (AFA) com escala entre 0 e 5. Foram quantificados os níveis plasmáticos de TNF-α e níveis de estresse oxidativo através das medidas de lipoperóxidos por quimioluminescência de alta sensibilidade, bem como níveis de metabólitos do óxido nítrico (NOx). As variáveis quantitativas foram avaliadas com testes estatísticos apropriados, utilizando os softwares GraphPad Prism 9.0, RStudio e SPSS e foi considerado como significância estatística p-valores abaixo de 0,05. A força muscular do AP de 73,8% das mulheres foi classificada como leve e moderada através da perineometria e 61,5% das mulheres possuíram função perineal débil e não resistida, através da AFA. Observou-se correlação negativa entre os valores de perineometria com TNF-alfa e NOx, indicando piores condições de musculatura do AP com aumento dos níveis destes marcadores inflamatórios (p=2,06 e-07 e p=1,700 e-02). Também foi identificada correlação significativa entre AFA e o perfil de exposição das pacientes aos agrotóxicos (p=0,0223), além de correlação negativa significativa com a perineometria (p=0,0404). O grupo exposto a agrotóxicos (n=66) apresentou valores menores de perineometria (IC95%: 0.007-0.409). Foram encontradas ainda, diferenças significativas entre pacientes com resultados de AFA e perineometria insatisfatórios com valores elevados de TNF-alfa, sugerindo que esta citocina possa ser um mediador de perda de força do AP no câncer de mama (p=0,0001). |
| Abstract: | Breast cancer is the neoplasm that most affects women worldwide, in both developed and developing countries. Among the risk factors are hereditary, genetic, and environmental factors, with exposure to pesticides being correlated with an increased probability of disease development. Due to its inflammatory and systemic nature, survivors may develop new diseases or dysfunctions. Evidence demonstrates that breast cancer patients present loss of muscle strength, including that of the pelvic floor (PF). Pro-inflammatory mediators such as tumor necrosis factor alpha (TNF-α) and oxidative stress metabolites participate in the molecular mechanisms associated with this loss. Although there is no direct established correlation between elevated levels of pro-inflammatory cytokines and specific weakness of PF muscles, it is plausible that similar mechanisms affect this musculature given its composition and function. Thus, the objective of this study was to characterize pelvic floor muscle strength in breast cancer patients and investigate the clinical profile and associated molecular markers. The sample consisted of a total of 122 participants with infiltrating ductal carcinoma (IDC) treated at the 8th Regional Health Unit of Paraná – Brazil. After collecting sociodemographic data, clinical and gynecological data, and occupational pesticide exposure, pelvic floor muscle strength was measured through perineometry tests, with reference values between 0 and 46.4 mmHg, and bidigital palpation through pelvic floor assessment (PFA) with a scale between 0 and 5. Plasma levels of TNF-α and oxidative stress levels were quantified through lipoperoxide measurements by high sensitivity chemiluminescence, as well as levels of nitric oxide metabolites (NOx). Quantitative variables were evaluated with appropriate statistical tests, using GraphPad Prism 9.0, RStudio, and SPSS software, and p-values below 0.05 were considered statistically significant. Pelvic floor muscle strength of 73.8% of women was classified as mild to moderate through perineometry, and 61.5% of women had weak and non-resistant perineal function through PFA. A negative correlation was observed between perineometry values and TNF-α and NOx, indicating worse pelvic floor muscle conditions with increased levels of these inflammatory markers (p=2.06e-07 and p=1.700e-02). A significant correlation was also identified between PFA and the patients' pesticide exposure profile (p=0.0223), as well as a significant negative correlation with perineometry (p=0.0404). The group exposed to pesticides (n=66) presented lower perineometry values (95% CI: 0.007-0.409). Significant differences were also found between patients with unsatisfactory PFA and perineometry results with elevated TNF-α values, suggesting that this cytokine may be a mediator of pelvic floor strength loss in breast cancer (p=0.0001). |
| Keywords: | assoalho pélvico citocinas estresse oxidativo agrotóxicos pelvic floor cytokines oxidative stress pesticides |
| CNPq areas: | Biociências e saúde |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Estadual do Oeste do Paraná |
| Sigla da instituição: | UNIOESTE |
| Departamento: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde |
| Campun: | Cascavel |
| Citation: | SILVA, Cristiane Dallastra Candido da. Perda de força muscular do assoalho pélvico em portadoras de câncer de mama e mecanismos moleculares associados. 2026. 83 f. Tese (Doutorado em Biociências e Saúde) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| Endereço da licença: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| URI: | https://tede.unioeste.br/handle/tede/8726 |
| Issue Date: | 23-Jun-2026 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Biociências e Saúde (CVL) |
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