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Tipo do documento: Dissertação
Title: Manganês e biorregulador em soja RR2 manejada com Glyphosate
Autor: Cantú, Carine 
Primeiro orientador: Costa, Antonio Carlos Torres da
Primeiro coorientador: Albrecht, Leandro Paiola
Segundo coorientador: Duarte Júnior, José Barbosa
Primeiro membro da banca: Costa, Antonio Carlos Torres da
Segundo membro da banca: Tsutsumi, Cláudio Yuji
Terceiro membro da banca: Albrecht, Alfredo Júnior Paiola
Resumo: O cultivo da soja RR (Roundup Ready®) tem aumentado nos últimos anos, e em decorrência disso, mudanças no manejo das plantas daninhas têm sido evidenciadas, com destaque à intensificação do uso de glyphosate. Porém, relatos de agricultores apontam que em alguns casos o herbicida tem causado efeitos fitotóxicos na cultura da soja. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento do manganês (Mn) e do biorregulador na reversão dos possíveis danos causados pelo herbicida glyphosate na soja RR. Foram realizados dois experimentos na safra 2016/17 no município de Palotina, PR. No primeiro experimento o delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, em arranjo fatorial 5 x 4, sendo cinco doses de glyphosate (0; 720; 1440; 2160 e 2880 g. e.a. ha-1) e quatro doses de manganês (0; 92,4; 184,8 e 369,6 g ha-1). O glyphosate e o manganês foram aplicados em conjunto via foliar no estádio V4. As variáveis avaliadas foram: índice de clorofila, altura de plantas, altura de inserção da primeira vagem, número de vagens por planta, massa de mil grãos e produtividade. Os resultados obtidos demostraram efeito do glyphosate na redução do número de vagens por planta em função do aumento das doses do herbicida. Em relação à aplicação foliar de Mn, houve aumento do número de vagens por planta e da produtividade de grãos, verificando-se que o incremento das doses de Mn até a dose estimada de 261,64 g Mn ha-1, proporcionou aumento da produtividade. No segundo experimento o delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, em arranjo fatorial 5 x 4, sendo cinco doses de glyphosate (0, 720, 1440, 2160 e 2880 g. e.a. ha-1) e quatro manejos (aplicação de manganês; aplicação de biorregulador; associação de ambos; sem aplicação). O glyphosate, manganês e o biorregulador foram aplicados em conjunto via foliar no estádio V4. As variáveis avaliadas foram sintomas de fitointoxicação e as demais descritas no primeiro experimento. Nas condições ambientais deste experimento e para o genótipo avaliado, a aplicação de glyphosate na formulação estudada, independente da dose utilizada, apresentou sintomas de fitointoxicação nas plantas de soja RR e os manejos empregados (biorregulador e Mn) não se mostraram efetivamente como reversores da fitointoxicação. Portanto, a fitointoxicação não interferiu nas características agronômicas e nos componentes de produção avaliados. Apesar dos resultados verificados nesses experimentos, de modo geral a cultivar em estudo se mostrou altamente tolerante ao glyphosate, visto que, o herbicida não apresentou efeito no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas de soja de tal modo a reduzir a produtividade de grãos. Ressalta-se a necessidade de estudos adicionais com o intuito de avaliar outros genótipos, locais e anos/safra de cultivo a fim de reavaliar o potencial de utilização do manganês e biorregulador no manejo com o glyphosate em soja soja RR2.
Abstract: The cultivation of RR (Roundup Ready®) soybean has increased over the past few years and, as a result, changes regarding weed management have been evidenced, with emphasis on the intensification of glyphosate use. However, research results report that in some cases, the herbicide has caused phytotoxic effects on the soybean crop. Thus, the objective of this study was to evaluate the behavior of manganese and of the bioregulator in reversing possible damages caused by glyphosate herbicide in RR soybean. Two experiments were carried out during the 2016/17 crop in Palotina, PR. In the first experiment, the experimental design was a randomized block design in 5 x 4 factorial arrangement with 5 doses of glyphosate (0; 720; 1440; 2160 and 2880 g. e.a. ha-1) and 4 doses of manganese (0; 92,4; 184,8 and 369,6 g ha-1). Glyphosate and manganese were applied together via foliar at V4 stage. The variables evaluated were: chlorophyll index, plant height, insertion height of the first pod, number of pods, 1.000 grain mass and yield. The results showed the glyphosate effect in reducing the number of pods per plant due to the increase of herbicide doses. Regarding the foliar application of Mn, there was an increase in the number of pods per plant and consequently in yield. It was observed that an increase in Mn doses up to 261,64 g Mn ha-1 increased grain yield. In the second experiment, the experimental design was a randomized block design, in 5 x 4 factorial arrangement with 5 doses of glyphosate (0; 720; 1440; 2160 and 2880 g. e.a. ha-1) and 4 management (manganese application; bioregulator application; association of both; no application). The glyphosate, manganese and bioregulator were applied together via foliar at V4 stage. The evaluated variables were phytotoxicity symptoms and others described in the first experiment. Under the environmental conditions of this experiment and for the evaluated genotype, the application of glyphosate in the studied formulation, regardless of the dose used, presented very mild phytotoxicity symptoms in the RR soybean plants and the management applied (bioregulator and Mn) was not effective as phytotoxicant reversers. Therefore, phytotoxicity did not interfere in the evaluated agronomic characteristics and production components. Despite the results verified in these experiments, in general, the cultivar under study showed to be highly tolerant to glyphosate, considering that the herbicide had no effect on the vegetative and reproductive development of soybean plants to the point of reducing grain yield. It is highlighted the need for additional studies in order to evaluate other genotypes, locations and years/crop and to reassess the potential of using manganese and bioregulator in the management with glyphosate in RR2 soybean.
Keywords: Glycine max (L.).
Roundup Ready®
Fitointoxicação
CNPq areas: CIÊNCIAS AGRÁRIAS:AGRONOMIA
Idioma: por
País: Brasil
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Sigla da instituição: UNIOESTE
Departamento: Centro de Ciências Agrárias
Program: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Campun: Marechal Cândido Rondon
Citation: CANTÚ, Carine. Manganês e biorregulador em soja RR2 manejada com Glyphosate. 2018. 46 f. Dissertação ( Mestrado em Agronomia) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
URI: http://tede.unioeste.br/handle/tede/3753
Issue Date: 27-Feb-2018
Appears in Collections:Mestrado em Agronomia (MCR)

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