@MASTERSTHESIS{ 2026:313605948, title = {As contribuições da Pedagogia Histórico-crítica para a superação da precarização do trabalho docente na Educação Infantil}, year = {2026}, url = "https://tede.unioeste.br/handle/tede/8405", abstract = "A educação, inserida na lógica da sociedade de classes, tem sido historicamente organizada para atender aos interesses do capital, especialmente a partir da hegemonia das políticas neoliberais que se intensificaram nos anos 1990. Nesse contexto, o trabalho docente, particularmente na educação infantil, sofre processos crescentes de precarização e intensificação. Este estudo tem como objetivo analisar de forma crítica os impactos das políticas neoliberais sobre o trabalho dos professores da educação infantil e compreender como essa realidade manifesta-se no município de Santa Terezinha de Itaipu. O problema que orienta a investigação é: “em que medida as políticas neoliberais, a partir de 1990, precarizam e intensificam o trabalho docente, especificamente na educação infantil?” A pesquisa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada no Materialismo Histórico-Dialético, analisou legislações nacionais, documentos oficiais da educação infantil, diretrizes curriculares, o plano municipal e materiais orientadores produzidos após 1990, com atenção especial ao período pós-2015, marcado pelo acirramento das reformas neoliberais. A análise permitiu identificar que os documentos educacionais — ainda que sob o discurso da qualidade e da eficiência — reforçam uma lógica tecnicista e produtivista, que reduz o professor ao papel de executor de práticas aligeiradas e padronizadas, desconsiderando sua função intelectual e seu trabalho como atividade humana essencial. Os resultados mostram que os documentos que orientam a educação infantil foram elaborados sob forte influência das políticas neoliberais, o que contribui para a intensificação e a precarização do trabalho docente. No município de Santa Terezinha de Itaipu, essa realidade expressa-se de forma ainda mais crítica, uma vez que os educadores não são reconhecidos como professores, embora desempenhem as mesmas funções pedagógicas. Em contraposição, identifica-se que a Pedagogia Histórico-Crítica, ao defender a centralidade do conhecimento, a formação humana omnilateral e o papel intelectual do professor, configura-se como uma perspectiva contra hegemônica capaz de orientar a superação da precarização e fortalecer a luta da classe trabalhadora por condições dignas de trabalho e por uma educação efetivamente emancipadora. Conclui-se que a discrepância entre o discurso oficial e a realidade do trabalho docente revela a força do neoliberalismo na conformação das políticas educacionais, mas também a urgência de perspectivas teóricas críticas — como a Pedagogia Histórico-Crítica — que reafirmem a escola como espaço de humanização e resistência.", publisher = {Universidade Estadual do Oeste do Paraná}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Ensino}, note = {Centro de Educação Letras e Saúde} }