@MASTERSTHESIS{ 2025:1038233041, title = {As relações econômicas e ambientais entre Brasil e China no ano de 2020}, year = {2025}, url = "https://tede.unioeste.br/handle/tede/8285", abstract = "A presente pesquisa tem como objetivo analisar as relações econômicas e ambientais entre Brasil e China no ano de 2020, com especial atenção ao comércio de água virtual, à geração de valor adicionado doméstico (VAD) e à criação de empregos. Para isso, foi utilizada a metodologia de análise de insumo-produto, fundamentada em dados da OCDE e do GLORIA. O estudo revela que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, sendo responsável pela maior parcela de empregos gerados a partir das exportações brasileiras. Em 2020, a relação comercial com a China manteve aproximadamente 4,5 milhões de empregos no Brasil, predominantemente em ocupações de média e baixa qualificação, refletindo o perfil das exportações nacionais, centradas em commodities agrícolas e minerais. A interrupção das exportações para a China implicaria uma redução significativa no emprego nacional, especialmente nos setores agrícola e industrial de menor valor agregado. No que tange ao valor adicionado doméstico, a pesquisa demonstra que a China é o parceiro cuja ausência mais impactaria negativamente a economia brasileira. A suspensão das exportações para o mercado chinês resultaria em uma queda de 4,26% no VAD do Brasil, percentual superior ao observado para outros parceiros relevantes, como Estados Unidos e União Europeia. Embora as exportações brasileiras para a China sejam compostas majoritariamente por produtos de baixo valor agregado, como soja, carne bovina e minério de ferro, o elevado volume dessas transações confere à China papel central no comércio internacional brasileiro. Adicionalmente, a análise revela que, apesar do expressivo volume de exportações, a eficiência econômica do uso da água nas trocas com a China é relativamente baixa: para cada milhão de metros cúbicos de água virtual exportada, o Brasil gera apenas US$ 18,32 milhões em valor adicionado, valor inferior ao registrado nas relações com Estados Unidos, União Europeia e Argentina. Tal resultado reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à diversificação da pauta exportadora e ao incentivo à agregação de valor, de modo a potencializar os benefícios econômicos do comércio internacional. Em síntese, a pesquisa destaca que a relação comercial com a China é estratégica para o Brasil não apenas pelo volume de exportações, mas principalmente pelo impacto direto sobre o emprego e o valor adicionado doméstico. O estudo conclui que a manutenção e o aprimoramento dessa parceria corroboram com o desenvolvimento econômico brasileiro, ao passo que recomenda a adoção de estratégias que promovam maior eficiência e sustentabilidade nas relações bilaterais.", publisher = {Universidade Estadual do Oeste do Paraná}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Economia}, note = {Centro de Ciências Sociais Aplicadas} }