@PHDTHESIS{ 2021:1258234465, title = {Alocação e tempo em trabalho não agrícola de residentes rurais no Brasil: uma análise por macrorregiões}, year = {2021}, url = "http://tede.unioeste.br/handle/tede/5695", abstract = "O objetivo central é analisar os fatores que determinam os trabalhadores e trabalhadoras residentes nas áreas rurais a aderirem e alocarem horas nas atividades não agrícolas. Foram analisados os atributos demográficos, de capital físico, locacionais e sociais. A base de dados utilizada compreende os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2015. O modelo teórico adotado mostra a decisão de trabalhadores agrícolas em maximizar seu tempo entre lazer, atividades agrícolas e não agrícolas. Foi usado o modelo Double Hurdle - que compreende dois estágios (Probit e Tobit) para estimar os determinantes para a adesão e as horas destinadas para atividade agrícola, respectivamente. A população rural em atividade não agrícola é de 5.456.047 pessoas, com 56,22% de homens; o Nordeste é a região com mais pessoas ocupadas nessa atividade de trabalho, com 2.309.428. A maioria dos trabalhadores se consideram pardos, a média de idade e de experiência é maior para os homens, entretanto, as mulheres possuem maior escolaridade. Os chefes familiares envolvem 33,94% de homens. A não acessibilidade à água e à energia elétrica afeta mais os homens; por outro lado, estão mais conectados à internet. O setor de serviços é o que mais emprega. A indústria de transformação é mais intensa no Sul e Nordeste. As horas semanais são mais elevadas para homens, e os rendimentos são mais elevados no Sudeste. Se todos os residentes rurais tivessem rendimentos, a participação estimada em 2015 seria de 1,04% do PIB. No modelo Double Hurdle, para ambos os sexos e regiões, os aposentados fazem com que não haja adesão e destinação de horas à atividade não agrícola e a escolaridade funciona como um propulsor para a adesão e destinação de horas não agrícolas de residentes rurais. No primeiro estágio do modelo Double Hurdle para as mulheres, as trabalhadoras sem renda do Norte e do Nordeste tendem a aderir às atividades não agrícolas, possuem maior experiência (Centro-Oeste e Norte), maior escolaridade (Nordeste, Sudeste), são cônjuges (Nordeste), são chefes familiares (Brasil, Sul, Sudeste e Nordeste). Ser filiada a sindicatos (Nordeste), ter fornecimento de energia elétrica (Sul) e morar próximo ao urbano ou em aglomerados rurais contribui positivamente na adesão a atividades não agrícolas. No segundo estágio do modelo das mulheres, estimou-se que possuir carro (Brasil) faz com que haja maior destinação de horas não agrícolas. Para o primeiro estágio do modelo Double Hurdle dos homens, o salário/hora é um dos determinantes para a adesão às atividades não agrícolas, assim como ser branco e residir no Nordeste; a idade no Norte, Nordeste e Brasil, o acesso à internet no Centro-Oeste e Nordeste e morar próximo ao urbano influencia na escolha por atividades não agrícolas. No segundo estágio, estimou-se que ter carro (exceto Nordeste) e residir próximo ao urbano (Brasil) faz com que o homem rural destine mais horas em atividades não agrícolas, assim como estar empregado na indústria para o Brasil e no comércio (exceto no Sul). Observou-se a diversidade e heterogeneidade nas regiões brasileiras e entre homens e mulheres nas atividades não agrícolas. O alívio da pobreza pelo autoconsumo reduz a participação dos homens em atividades não agrícolas, e, caso não possuam renda, buscam rendimento nas atividades não agrícolas, enquanto, para as mulheres, essas variáveis não impactam na decisão de participação. Não há alocação de horas em atividades não agrícolas de maior rendimento devido à baixa qualificação para os homens e se as mulheres estiverem em atividade doméstica. Há necessidade de pesquisas e políticas públicas, principalmente direcionadas para as mulheres e equidade de gênero, bem como melhorar a qualidade do autoconsumo da população. As políticas de fomento e dinamização de economias locais integram o mercado de trabalho e a agricultura familiar. A maior disponibilidade de emprego e renda à população rural auxilia no desenvolvimento rural.", publisher = {Universidade Estadual do Oeste do Paraná}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio}, note = {Centro de Ciências Sociais Aplicadas} }