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Tipo do documento: Dissertação
Title: Da filosofia do nada à filosofia da práxis: Sartre em movimento
Other Titles: Philosophy of the nothing philosophy of praxis: Sartre in movement
Autor: Feltrin, Ricardo Fabricio 
Primeiro orientador: Onate, Alberto Marcos
Primeiro membro da banca: Silva, Luciano Donizetti da
Segundo membro da banca: Silva, Claudinei Aparecido de Freitas da
Resumo: O intento desta dissertação consiste em analisar a passagem da filosofia do nada à filosofia da práxis em Jean-Paul Sartre. Propõe-se analisar a ascendência especulativa entre os dois períodos, procurando evidenciar a possibilidade de o ser-Para-si orientar-se por um perfil mais otimista, um encontro possível do projeto ontológico articulado pela teoria do engajamento. O ponto de partida é a contingência, estamos lançados-no-mundo, tudo é contingencial, esta noção contrapõe-se à inflexão da necessidade na qual o mundo só pode ser originado pela consciência. O mundo fenomênico está aí diante de nossos olhos para ser descoberto, para ser intencionado pela consciência. Em Sartre ela não se reveste pela primazia teleológica de ser cognoscente, no sentido de não haver nenhuma essência ventilando a existência, a consciência ocorre por um processo de esvaziamento, de descompressão do ser; se o fundamento equacionado sob o viés essencialista é expulso da consciência, então, no mínimo, Sartre estaria propondo uma espécie de crise fundamental e tal crítica culminaria com aquilo que ele chama de angústia ontológica ou desespero não havendo razão para viver, a vida remeteria ao fracasso total, a nada, a sua absurdidade. Com a realidade do mundo, das circunstâncias, da facticidade e da contingência, a existência sempre precederá a essência. Filosoficamente se coloca e existência em termos de subjetividade e os grandes pensadores se propuseram a articular rigorosamente a maneira pela qual poderemos conhecer, não somente o mundo, mas o homem em seu contexto ontológico e, no caso do pensamento sartriano, isto ocorre de sua ontologia para o primado do atualismo fenomenológico existencial, que sempre atenderá ao projeto fundamental na evidência de a vida escolher-se em forma de projeto livre. Não obstando o mundo ser constituído por outras consciências; cada sujeito não age no seu projeto solitariamente, e a problematização da intersubjetividade, do ser-Para-outro, na sua presença, desemboca na ação conflituosa porque o ser-Para-outro tem por finalidade o cerceamento da liberdade que não lhe pertence. Nota-se ainda distinção acentuada na forma de o autor pensar a concepção da subjetividade na ascendência de suas obras (O ser e o nada e a Crítica da razão dialética). Embora se fale em mudança radical, o percurso empreendido por Sartre nada mais é que o amadurecimento necessário e convergente da adaptação de seu existencialismo, vertendo para certo otimismo, o qual só pode ser compreendido em termos de engajamento. Este conceito inovador vai além de uma concepção centrada na simpatia ou antipatia à segmentação política, mas o entendimento final de Sartre é a retomada da autenticidade e de sua confluência ética, tencionando responsabilizar cada indivíduo no reconhecimento de seu projeto. O otimismo não é lírico, muito menos prosaico, é imanente e atual, o ser-Para-si está revestido deste poder de transgredir as situações postas, resignadas a toda tentativa de dogmatizar ou fundamentar a realidade humana obstando de sua liberdade primeira, de fazer-se enquanto ser-possível.
Abstract: The intent of this dissertation is to analyze the transition from philosophy to philosophy of praxis in Jean-Paul Sartre. It is proposed to analyze the speculative ancestry between these two periods in order to show the possibility of being-for-itself to be guided by a profile more optimistic, one can find the ontological project articulated the theory of engagement. The starting point is the contingency, we launched-in-world, everything is contingent, this notion opposes the inflection of necessity in which the world can only be originated by consciousness. The phenomenal world is there before our eyes to be discovered, to be intended by consciousness. In Sartre, it does not put the primacy of being teleological knowing, in the sense that there is no essence fanning existence, consciousness occurs through a process of emptying the "decompression" of being; solved if the ground under the bias is essentialist " kicked out "of consciousness, then, at least, Sartre would be proposing a kind of fundamental crisis and this criticism culminated with what he calls ontological anguish or despair. There is no reason to live, life would refer to total failure, to nothing, its absurdity. With the reality of the world, the circumstances, the facticity and contingency, after all, always precede the existence of the essence. Philosophically arises existence in terms of subjectivity and great thinkers have proposed to articulate precisely the way in which we can know not only the world, but the man in his ontological context and, in the case of Sartre's thought, this occurs in his ontology for the rule of existential phenomenological actualism, which will always answer the fundamental design of the evidence to choose life in the form of free project while not the world be made of other consciousnesses, each subject does not act in your project solitarily, and questioning the intersubjectivity, of being-for-another, in his presence, leads to the action conflicted because the being-for-another aims the restriction of freedom that does not belong. Note also sharp distinction as the author think the conception of subjectivity in the ancestry of his works (Being and Nothingness and Critique of Dialectical Reason). Although talk of radical change, the route undertaken by Sartre is nothing more than the necessary maturity and convergent adaptation his existentialism, pouring for some optimism, which can only be understood in terms of engagement. This innovative concept goes beyond a design centered on sympathy or antipathy to targeting policy, but the final understanding of Sartre is the resumption of authenticity and its confluence ethics, intending to blame the individual in recognition of their project. Optimism is not lyrical, much less prosaic, is immanent and present, the being-for-itself is coated this "power" to transgress the cases put, resigned to any attempt to dogmatize or substantiate the reality of human hampering their freedom first to make yourself as being-possible.
Keywords: Contingência
Absurdo
Práxis
Historicidade
Otimismo
Contingency
Absurd
Praxis
Historicity
Optimism
Filosofia francesa
Fenomenologia
Ontologia
Consciência
Sartre, Jean-Paul, 1905-1980
Existencialismo
CNPq areas: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: BR
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Parana
Sigla da instituição: UNIOESTE
Departamento: Filosofia Moderna e Contemporânea
Program: Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Filosofia
Citation: FELTRIN, Ricardo Fabricio. Philosophy of the nothing philosophy of praxis: Sartre in movement. 2013. 152 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia Moderna e Contemporânea) - Universidade Estadual do Oeste do Parana, Toledo, 2013.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://tede.unioeste.br:8080/tede/handle/tede/2050
Issue Date: 26-Jul-2013
Appears in Collections:Mestrado em Filosofia (TOL)

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